Entrevista com a Cosplayer Rachel Tallnam


Hoje traremos uma matéria muito interessante com uma Cosplay Americana que tem uma rara doença, mas mesmo assim não se deixa abater, seu nome é Rachel e ela é portadora de um síndrome rara e deu uma entrevista para Rauber Soares da equipe 4Cosplay e contou um pouco do seu dia a dia e de como conheceu o universo Cosplay, é uma bela entrevista e um exemplo de coragem e perseverança, enquanto muitos só reclamam disso ou daquilo ela vai a luta e faz o que gosta e é feliz com isso, aprenda um pouco com a experiência de vida de Rachel e seja mais feliz um pouco na sua vida, pois uma deficiência ou um problema não é motivo para se abater, viva a vida e sorria.
Essa matéria faz parte de uma série onde abriremos espaço para conhecer histórias de Cosplayers que mesmo com algumas dificuldades seguem sua vida se dedicando ao hobby e como Cosplayer ajudam a fazer o movimento crescer.

A Primeira entrevistada é a Rachel Tallnam. Ela tem 26 anos, e mora em Phoenix, Arizona, Estados Unidos, Vamos conhecer um pouco mais sobre dela:
(Entrevista originalmente feita em Inglês por Rauber Soares)

4Cosplay – Olá, Rachel. Prazer em conhecê-la e falar contigo. 
Rachel Tallnam – O prazer é meu
4C – Bom, antes de começarmos a falar de seu envolvimento no mundo Cosplay, fale nos um pouco mais de você.
RT - Tenho 25 anos, nascida em Amasbor (Mass) e atualmente vivo em Phoenix, AZ
4C – E qual seria a deficiência que você porta? Como se chama e o que te afeta ?RT – Minha doença se chama Sindrome de Leigh. A síndrome de Leigh ou doença de Leigh é uma enfermidade que ataca o sistema nervoso central. É uma desordem hereditária que afeta crianças e em casos raros pode afetar adolescentes e adultos, causam degradação das habilidades motoras.
4C – E há cura ou tratamento para essa enfermidade?
RT – Existem alguns tratamentos em experimentação, mas nada definitivo ainda...
4C – E você sente Alguma dificuldades em ir a eventos devido a essa doença ? 

RT – Bom, eu tenho um problema sério, que as vezes é complicado de explicar, pois ele tem muitas particularidades e além disso tenho dificuldades de fala, mas vejo que muitos Cosplayers não enxergam isso como um “problema”. Eu adoro quando eles vêm e comentam sobre meus Cosplays. Eu tenho minhas limitações e deficiências motoras, mas mudei muito minha visão sobre isso ultimamente.
4C – Você costuma se apresentar sozinha?
RT – Sim, eu sempre estou me apresentando sozinha devido as minhas deficiências, mas atualmente estou mudando meu ponto de vista, especialmente depois que eu estive no Otakon (evento nos EUA) pela primeira vez, e me pediram para fazer fotos em grupo.
4C – Uau, você é realmente impressionante. Parabéns pela atitude positiva. E desde quando você tem participado do mundo Cosplay ?
RT – desde 2005. Eu estava na High School (Ensino Médio) quando ouvi falar de Cosplay, pela primeira vez., Naquele tempo eu assistia animes com meu pai, e ficamos sabendo de um evento, o PortComMaine . Lá, eu vi muitas pessoas vestidas com meus personagens favoritos. Após esse evento, eu pesquisei na internet e em redes sociais para buscar mais informações sobre o que era Cosplay, e encontrei a pagina www.cosplay.com. E fiquei muito feliz em encontrar um grupo que jamais me julgaria pelos meus problemas. A primeira vez que me apresentei foi no Anime Boston 2006, onde eu fui  de Subaru, de Hack/Sign. Tive tantos elogios que decidi que a partir de então, nunca mais pararia com o Cosplay.

4C – Com relação a preconceito, já foi vitima de algum tipo de atitude preconceituosa?
RT - Sim, foi em 2009 no Anime Boston, eu estava no palco e ouvi pessoas cochichando, dizendo coisas do tipo “O que é isso?” e “Ah, okaaayyy ..”. Teve um momento que eu cai no chão, mas boas pessoas me ajudaram a terminar meu desfile e voltar ao meu lugar. 
4C - Quem faz os teus Cosplays ? E as suas fotos ?
RT -  minha mãe é minha Cosmaker, e meu pai é meu fotografo

4C – E como é a experiência de competir com pessoas que não tem as mesmas deficiências que você tem ? 
RT – Eu sempre participei de competições, ainda nunca ganhei nenhum prêmio, mas eu continuo tentando. A primeira vez que fui julgada, meu Cosplay era bem ruim, para ser honesta. O zíper não estava certo, então ela ficava  caindo. Quando eu mudei pro Arizona, a comunidade Cosplay daqui foi muito receptiva. Em 2012, eu tive que começar a usar meu andador para desfilar, e me deu muito medo no começo, das reações serem parecidas com a de Boston em 2009. Mas eles foram muito mais educados e compreensivos. Esse ano em Boston, eu converti meu andador na TARDIS de Doctor Who, e as pessoas adoraram! Uma menina veio ate mim e disse: eu já tive que usar andadores antes , amei seu estilo 

4C – Rachel, muito obrigado por compartilhar conosco sua experiência no mundo Cosplay, e esperemos com isso incentivar outras pessoas que por algum motivo parecido com o seu não fazem Cosplay, Saiba que pessoas como você que nos fazem continuar nosso trabalho com amor e dedicação. Você e sua família são incríveis. Recebam nosso carinho e de toda comunidade Cosplay do  Brasil !!!
Para aqueles que quiserem conhecer um pouco mais do trabalho dessa guerreira, um verdadeiro exemplo, acessem os links abaixo :

http://www.acparadise.com/acp/display.php?a=70724 
http://stockinganime.deviantart.com/ 
http://yuna-yoko.tumblr.com/ 
http://darkccute.deviantart.com/